Page 4 - 700 Anos da Instituição da Ordem de Cristo Torre do Tombo
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Nos 700 anos da Criação da Ordem de Cristo / 1319 – 2019
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às pretensões de que obtivera sentença favorável de várias vilas e lugares outrora
pertencentes à Ordem do Templo.
- a primeira ordenação da Ordem de Cristo, sobre o “estado e regimento” da dita
Ordem, feita pelo recém-empossado mestre e pelo convento, que será “outorgada e
consentida” no mesmo dia pelo rei. Foi a primeira das ordenações, que seria seguida por
uma outra do mesmo mestre, datada de Lisboa, 11 de Junho de 1321, e por duas do seu
sucessor e sobrinho, que antes de eleito fora comendador mor, D.João Lourenço,
outorgadas pelo monarca respectivamente em Lisboa, 11 de Junho de 1321, Santarém, 1
de Fevereiro de 1323 e de Lisboa, 16 de Agosto de 1326.
Documentos expostos:
Primeira ordenação da milícia feita ler e publicar por D. Gil Martins, mestre da Ordem e
convento, e outorgada e consentida por D. Dinis em 26 de Novembro de 1319 (Expositor 3,
vitrine)
Ordenação da Ordem de Cristo feita pelo mestre D. João Lourenço, pelo comendador mor,
cavaleiros e freires, e aprovação régia da mesma, em instrumento público notarial, datado de
Lisboa, 16 de agosto de 1326 (Expositor 3, versão digital)
6. Não nos parece inoportuno acrescentar ao referido que em 11 Maio, em
Santarém, na chancelaria do rei D.Dinis, na presença de Domingos Eanes, tabelião
delrei, Francisco Domingues, prior de Santa Maria da Alcáçova e chanceler do rei,
mostra um privilégio com fios de seda vermelhos e amarelos e com bola de chumbo do
papa João XXII, no qual se continha como o papa fez e ordenou a nova Ordem de
Cristo.
Mandava el-rei, dado alguns leigos e a maior parte dos freires da dita ordem
(sublinhado nosso) não entenderem latim, traduzi-la em linguagem para o entenderem
todos melhor e para saberem os frades guardar a ele e ao papa as cousas que são
contidas.
Lida aquela “en nossa linguagem”, o chanceler mostrou em seguida, a bula
Desiderantes ab intimis, da qual consta a nomeação do primeiro mestre e o privilégio
pelo qual o papa fez especial graça ao mestre “que hora he” e aos que depois dele
vierem de os dispensar de ir, de três em três anos visitar a corte de Roma, a qual se
impunha também traduzir.
E assim o cumpriu o tabelião Domingos Eanes…
Documento exposto:
Pública forma da tradução em versão oficial portuguesa, das bulas Ad ea ex quibus e
Desiderantes ab intimis, datada de Santarém, 11 de Maio de 1320 (Expositor 2)
Madalena e Fernando Larcher
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