Page 188 - Abolição_24.10.2017
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Desta forma, a pena capital tem desaparecido gradualmente do debate político nacional nestes
países e a opinião popular em algumas nações começou a diluir o compromisso destas com a
pena de morte. O novo movimento de reforma conseguiu elevar a abolição da pena de morte
ao estatuto de princípio internacional de direitos humanos.
A longa história da pena de morte no Ocidente aproxima-se, portanto, de uma antí-
tese absoluta: o que outrora foi uma instituição incontestada, universalmente aceite, está a
transformar-se rapidamente numa violação dos direitos humanos, universalmente proibida.
Exceto, é claro, nos Estados Unidos, onde a pena de morte continua a ser constitucionalmente
admissível e as execuções continuam a ser uma realidade.
david garland
Professor “Arthur T. Vanderbilt” de Direito e professor
de Sociologia na Universidade de Nova Iorque.
Professor convidado da Academia Britânica e da
Academia Norte-Americana de Arte e Ciência
e autor de Peculiar Institution: America’s Death Penalty
in an Age of Abolition.
The long-term history of the death penalty in the West thus approaches its absolute
antithesis: what was once an unproblematic institution, universally embraced, is fast becom-
ing a violation of human rights, universally prohibited. Except, of course, in the United States,
where capital punishment remains constitutionally permissible and executions continue to be
carried out.
david garland
David Garland is the Arthur T. Vanderbilt Professor
of Law and Professor of Sociology at New York University.
He is a Fellow of the British Academy and the
American Academy of Arts and Sciences and
the author of Peculiar Institution: America’s Death Penalty
in an Age of Abolition.
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