Page 174 - Abolição_24.10.2017
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distantes entre si como a China e o Irão, onde as autoridades anunciaram recentemente o fim
das execuções públicas, e os EUA, onde as execuções são cada vez mais contidas e distanciadas
do público.
PROCESSOS POLÍTICOS DE REFORMA
As instituições e os interesses do Estado ditam a natureza e a utilização da pena de morte.
Contudo, tais instituições e interesses são moldados, por sua vez, por forças políticas e culturais.
As forças mais importantes foram o liberalismo, a democracia, o comportamento civilizado e a
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atitude humanitarista .
Atualmente, a maior parte das nações são democracias liberais, de uma ou outra forma, e
no pensamento liberal moderno passaram a estar incutidos os ideais democráticos. No entanto,
liberalismo e democracia, apesar da sua sobreposição frequente na era moderna, são tradições
políticas distintas com histórias, valores e prioridades diferentes. É importante salientar esta
distinção porque, no que diz respeito à pena de morte, o liberalismo e a democracia têm por
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vezes defendido caminhos diferentes .
No centro do liberalismo clássico estão dois compromissos essenciais: uma conceção da
ordem social que valoriza a liberdade individual e a autonomia; e o compromisso de limitar o
poder governamental através do primado do direito. As instituições liberais visam restringir o
communicating about what was seen. Official concern to avoid spoiled public rituals eventu-
ally ended both ritual and publicity. This same process continues today in places as far apart
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as China and Iran, where authorities recently declared an end to public executions and in the
USA, where executions are increasingly contained and concealed.
POLITICAL PROCESSES OF REFORM
State institutions and state interests dictate the character and use of the death penalty. But
these institutions and interests are shaped, in their turn, by political and cultural forces. The
most important of these forces were liberalism, democracy, civilized manners and humanitar-
ian sentiment.
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Most Western nations today are liberal democracies of one kind or another and modern
liberal thought has become infused with democratic ideals. But liberalism and democracy, for
all their modern overlap, are distinct political traditions with different histories, values and
priorities. And we need to stress this distinction because, when it comes to the death penalty,
liberalism and democracy have sometimes pressed in different directions.
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At the core of classical liberalism are two essential commitments: a conception of social
order that values individual freedom and autonomy; and a commitment to limiting govern-
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